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Porto Alegre, 2000 |
© do autor 1ª edição 2000 (Revisada para divulgação eletrônica 2006) |
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Direitos reservados da 1ª edição: Tomo Editorial Ltda. |
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Imagem da capa (montagem fotográfica): José Luiz Zaniratti Finalização de arte da capa: Roberto Silva Transcrição de fitas: Regina Maria Zaniratti Meister Projeto Gráfico: João Carneiro Editoração Eletrônica: Tomo Editorial Revisão: Moira |
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________________________________________________ Z31g Zaniratti, José Augusto Geraldo Zaniratti: memórias projetadas na tela de um livro/José Augusto Zaniratti _ Porto Alegre: Tomo Editorial, 2000. 160p. : IL 1. Zaniratti, Geraldo : Biografia : Entrevista. 2. Filme : Distribuição : Região Sul : Rio Grande do Sul : Santa Catarina : Paraná. 3. Cinema : Filme 16 mm : Produção. 4. Cinema ambulante : região sul : Rio Grande do Sul : Santa Catarina : Paraná. I. Título. CDD 920.71 |
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Catalogação na publicação: Bibliotecária Maria Lizete Gomes Mendes CRB 10/950 |
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Tomo Editorial Ltda. Fone/fax: (51) 3227.1021 E-mail: tomo@tomoeditorial.com.br Editor: João Carneiro E-mail: joao@tomoeditorial.com.br Rua Demétrio Ribeiro 525, Centro Caixa Postal: 1029 Agência Central CEP.: 90001-970 Porto Alegre/RS |
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Geraldo |
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Zaniratti |
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Memórias
projetadas na tela de um livro |
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Mesmo
um não aficcionado pelo cinema — como, de forma discreta, e, muitas vezes,
silenciosa o foi Geraldo Zaniratti — ao ler este livro, certamente entenderá
o sentido e o significado de uma paixão por uma das linguagens da arte, a
linguagem do cinema. Tanta coisa para falar sobre essas duas histórias que se
confundem e se misturam: a de Geraldo Zaniratti e família e a do cinema! O
entendimento revelado sobre o papel do cinema (“o cinema 16 mm como espaço
alternativo no campo educacional, recreativo, social e cultural para as
populações do interior), a compreensão, ainda que empírica, da gravidade de
momentos políticos fundamentais do país (“O Estado Novo foi uma ditadura muito
feroz”), bem como a sensibilidade para o trato de questões envolvendo pessoas
e não máquinas (relato do caso do funcionário que, segundo seu patrão,
deveria mesmo doente ser escalado para trabalhar fora do horário) dão a exata
dimensão da totalidade de ser humano que Zaniratti sintetiza. Sem
dúvida, são histórias imprevisíveis vividas por Geraldo Zaniratti, no
contexto que ele próprio às vezes resgata, que constróem o que academicamente
denominamos História. No livro, ficção e realidade são revividas e explicam o que muitas vezes a nossos olhos parece inexplicável, porque o coração não sentiu. Ações aparentemente insignificantes demonstram a beleza do nosso papel de seres históricos, ao sentir, na pele, a importância de contribuir para a realização de sonhos e desejos do outro. No caso de Geraldo, muitos sonhos de conhecer e experimentar o cinema de perto, ainda que não ao vivo e em cores. Se, historicamente, a arte imita a vida, e, circunstancialmente, a vida imita a arte, a vida de Geraldo e a arte do cinema se entrecruzam e revelam-se construtoras da maior de todas as artes: a arte de viver. Por: Julia D. Petri |
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Não me lembro quando conheci Geraldo Zaniratti. Por
certo, como todas as coisas que me aconteceram em minha experiência de
jornalista, devo mais este fato a Paulo Fontoura Gastal. O que sei é que,
quando trabalhei junto à Divisão de Cultura da Secretaria Municipal de
Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, ainda em tempos
brabos de censura e de ditadura, Zaniratti nos alugava filmes que
apresentávamos no Teatro de Câmara, possibilitando que muita gente pudesse
conhecer filmes de que ouvira falar, talvez até tivesse visto em anos
anteriores, mas que jamais reencontrara, salvo ali, naquelas sessões. Ao ler o livro que agora se publica em torno de sua
figura, não posso me furtar de dizer duas ou três coisas. A primeira, muito
simples e humilde, é que me sinto honrado e homenageado com a possibilidade
de escrever algumas linhas neste volume. A outra, é que, verdadeiramente, não
se pode escrever a história do cinema em Porto Alegre, mais, no Rio Grande do
Sul, sem falar em Geraldo Zaniratti. Também cresci na Vila do IAPI. Mas não é só isso que me
liga a Geraldo. Lendo o livro que aqui se tem em mãos, lembrei-me das sessões
que, à noite, o pessoal do SESI fazia na Vila, certamente com equipamentos e
filmes alugados a ele, Geraldo. Aprendi a amar o cinema com esses filmes.
Para não citar as matinés de seriados, no salão paroquial da Igreja Nossa
Senhora de Fátima, no salão do Colégio Dom Bosco, de que aqui ele fala,
lugares que, como lembra, serviam de mediadores para a descoberta deste
universo fantástico que são as figuras animadas, inventadas pelos irmãos
Lumière. Dar de presente, em mais um aniversário de Geraldo, um
livro com a narrativa que aqui se tem em mãos, é mais do que um presente
apenas para o Geraldo. É um presente para todos nós. Linha Pirajá, Janeiro de 2000. Antonio Hohlfeldt[1] |
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“Nos encontros e desencontros de nossas vidas, muitas pessoas estiveram presentes e permanecem em nossas mentes e corações.” Geraldo Zaniratti |
Alberto RuschelAmérico Pini Anderson Luiz Zaniratti
Meister André Luiz zaniratti
Meister Antônio Gomes Ferreira, o
seu Antônio padeiro. Antônio Hohlfeldt Antônio Trainini Arnaldo, o alfaiate Ary de Souza Bernardes Ary Rêgo Ataliba Dias da Costa Augustina Tondim Pressi Augusto Zaniratti Beverly Cordeiro Goyer (Didi) Breno Caldas Brilhante Bruno Cunha Zaniratti Carlos Contursi Carlos Dela Rocha. Carlos M. Menna Barreto Carlos Roberto de Souza
(Soneca) Cassemiro Veronezi Clair Trein Claudio Campos Claudio Lazzarotto Clive Rotundo Comandante Carta Cristian Zaniratti Cristiana Silva da Silva Cristina Lemos Cristina Maria Zaniratti Damião Laitano Délia Etter Derli Martinez
Dimas Costa Dóris Zaniratti Dorval da Costa Cordeiro Edgar Haas (Alemão) Edgelson Meister Edmundo Gardolinski Eduardo Lorendi Elias Poccos Elis Regina Emílio Neme Ernani Behs Ernesto de Paula Guedes
Neto Ernesto Greco Eulália Lima Matusiak
(Lála) Geni (a professora) Geraldo Zaniratti Geraldo Zaniratti Neto Getúlio Vargas Gilberto Cabral Gilda Cabral Henrique Sarmento Barata Hercílio Lopes dos Santos Homero Lopes Indáia Rogéria Fonseca da
Fonseca Ironita Teresinha
Zaniratti Itacir Rossi Ivo Serrão Vieira J. J. Monteiro Jairo Cruz Jandir Silverio João Alberto Cordeiro João Carlos P. Fernandes João Kralik João Mano José Junior João Rocha João Satte Joffre Miguel Joffre Raupp Goyer Jones Zaniratti de
Oliveira Jorge A Caleffi Fauri Jorge Franscisco Teixeira José Antônio Fagundes José Antônio Zaniratti José Augusto Zaniratti José Cunha José Luiz Zaniratti José Mendes Julia D. Petri Juliana L. Cordeiro Julio de Castilhos Goyer
Neto Julio Goyer Julio Olcheski Julita Kralik Jussara Klalik Angelin Jutay Cidade Katia Maria Giugno Lázaro Stefanoi Leonel de Moura Brizola Lídice Maria Zaniratti de
Oliveira Lisiane Regina da Cunha Luiz Albrecht Luiz Cunha Lydia de Araújo Cordeiro Marco Antônio Ecker
(Alemão Ecker) Margarete Teixeira Maria de Lourdes da Rosa Maria Flora Goyer
Teixeira Marlene de Souza Mary Terezinha Mauro Meyer Máximi, Padre Mordko Meyer Nádia Zaniratti
Negrão Valdemar
Nei Azambuja Nelson França Furtado Nelson Mesquita Neuzinha Brizola Odilon Lopes Olívio de Oliveira Dutra Orestes Fortunati Oscar Cordeiro Osvaldo de Lia Pires P.M. Araujo Paolla Zaniratti Salatino Paulo Boss de Oliveira Paulo Eduardo Tavares de
Oliveira Pedro Moacir Cordeiro
(Tio Pedro) Regina Maria Zaniratti Meister Ricardo Balestreri Ricardo Goyer Roberto Plentz Rubens Wagner Rudolf Bloebaum (Rudi) Salsano Viera da Cunha Sandra Rute da Silva
Martins Selvino Heck Sérgio Dornelles Suely Fortunati Zaniratti Tânia Haas Telmo Kruse Thereza Fortunati
Zaniratti Tiago Martins Zaniratti Vera Gonçalves Vicente Brizola Vinicius Petri Zaniratti Vitor Mateus Teixeira Vitor Mateus Teixeira
Filho (Vitinha) Vitor Menegueti Walter Pares Zaira Cauduro Mainardi |
[1] Jornalista, Vice-Governado do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil 2003-2006.