Geraldo Fortunati Zaniratti...

nasceu em 29 de janeiro de 1920 em Porto Alegre - RS.

Filho de Augusto Zaniratti, natural de Tijucas, SC, e de Thereza Fortunati Zaniratti, natural da região de Mantua, na Itália.

Casou-se em 31 de janeiro de 1945 com lronita Teresinha Zaniratti, filha de Dorval da Costa Cordeiro e de Lydia de Araújo Cordeiro.

Pai de Lídice Maria, José Antônio, Regina Maria, José Augusto e José Luiz.

Na década de 50 chegou a ter quatro cinemas 16 mm em Porto Alegre.

Criou e manteve de 1951 a 1998 a Zaniratti Filmes, a maior distribuidora cinematográfica 16 mm em filmes nacionais e regionais da região sul do pais.

Apoiou o surgimento da televisão no Rio Grande do Sul em 1959: A Piratini, mesmo sabendo que a televisão poderia prejudicar seu crescimento econômico.

Em 1969, abriu a Zaniratti Audiovisuais.

Em 1972, defendia o cinema 16 mm. como instrumento social e cultural, no 1 Congresso Nacional da Indústria Cinematográfica.

Participou no primeiro Festival de Cinema em Gramado.

Nos deixou em 29 de junho de 2001.

Suas marcas de bondade naqueles que conviveram com ele ficarão gravadas em corações e mentes.

Suas obras darão testemunho de seu valor.

Sua presença na história será eterna!

 

 Um homem



Há um homem no espaço.

Seu longo caminho foi seu palco.

As telas abriram-se para ele.

Inúmeras foram as emoções,

Ao ver a apresentação no início do filme,

Ou quando os créditos apareciam na tela.

A parceira nunca atrás.

Ao seu lado, sua inspiração, sua protetora,

Para qualquer hora e lugar,

As mãos entrelaçadas anunciavam a longa história de amor.

Para menina de 13 anos ele prometeu o Mundo,

E cumpriu passo a passo todas as alegrias.

Nunca houve limite entre sua paixão e seu trabalho.

Nunca houve um enredo sem sucesso.

Para ele as telas estariam sempre abertas, sem medo e nem censura.

Compreendia as cenas da política e controlou o fanatismo.

Sua radicalidade pela paz e pelo perdão criou raiz entre seus descendentes.

No esporte, comum em sua cultura, amou um único clube,

símbolo de luta e resistência, sem duplo coração.

Sua maior obra: construiu homens e mulheres.

Sua palavra era um misto de gesto e símbolo.

Quantos homens e mulheres ouviram suas palavras?

Quantos buscavam em suas frases a saída para suas angústias?

Como um escultor, moldou seres humanos com apenas duas ferramentas:

Sua palavra no momento justo,

Com seu gesto firme no momento exato.

Nunca subiu no palco,

Esteve sempre atrás das cortinas,

Como base para a felicidade de muitos.

Para cada um distribuiu dons,

Exigiu tarefas adequadas para cada um,

De cada qual esperou, pacientemente, gestos de maturidade,

Sempre disponível e pronto.

Recebeu em seu largo peito, todos,

De Leonel a Maria, todos a ele agradeceram.

Sinto que há um homem no espaço.

Sinto por não ter aprendido tudo.

Sinto por sua distância,

Sinto sua presença em mim,

Não como forma, mas parte de meu ser.

Sou parte dele e me cabe construir outros homens e mulheres.

Pai, compreendi o que pude,

Farei o que sou.

Há um homem no espaço...

Homenagem a Geraldo Zaniratti,  Pai, Amigo, Conselheiro, Vanguarda do Cinema 16mm no país!

Por: José Augusto Zaniratti em 30/06/2001

 

Geraldo Zaniratti, nosso carinho, Pai!